Uma consulta médica: passo-a-passo (parte 2)

Muito bem. Você seguiu todas as recomendações indicadas no nosso primeiro texto. Dormiu bem, acordou com boa disposição, alimentou-se adequadamente, reuniu tudo o que precisava para sua consulta médica e está a caminho do consultório.

Já na sala de espera, leu uma revista, bebeu uma água e agora se assusta com o seu nome chamado pela atendente. É a hora. O doutor te espera na saleta ao lado. Vamos lá, não é preciso receio!

Parte dos princípios básicos de um bom relacionamento profissional de saúde/paciente envolve transmitir segurança e confiança para adesão a qualquer intervenção terapêutica. É necessária transparência na prescrição, com esclarecimentos e disponibilidade do profissional diante de possíveis reações adversas e erros.

É fundamental que o paciente não tenha dúvidas sobre seus medicamentos e orientações de tratamento.


Por isso é fundamental que pacientes e profissionais de saúde falem abertamente sobre o uso de medicamentos, esclarecendo dúvidas, identificando potenciais interações medicamentosas, tanto em relação aos benefícios quanto aos riscos envolvidos.

Assim sendo, agora, em frente ao seu médico, é a hora de conversar com ele. Lembre-se sempre de:

 Informar ao profissional de saúde TODOS os medicamentos que você usa, inclusive os naturais (fitoterápicos), vitaminas e anticoncepcionais, pois o uso simultâneo de diferentes medicamentos pode interferir no seu efeito e segurança.
 Apresentar seu histórico médico ou os resultados de exames prévios, pedidos pelo profissional ou realizados nos últimos seis meses;
 Informar sobre qualquer reação desagradável que você já experimentou ao usar algum medicamento (tonturas, manchas na pele, insônia, dores de cabeça e outros).
 Informar se você é alérgico a algum medicamento ou substância (dipirona, sulfas etc.), assim como se é portador de alguma doença (hipertensão, diabetes, etc.). É importante que as mulheres grávidas ou que estão amamentando informem ao profissional, pois alguns medicamentos podem ser contraindicados.
 Relatar outros hábitos que podem interferir no uso de medicamentos, como por exemplo o fumo ou o uso de bebidas alcóolicas.
 Relatar se tem problemas para engolir cápsulas ou comprimidos, assim o profissional poderá selecionar, por exemplo, o medicamento em forma líquida, caso exista a apresentação no mercado.

Alguns medicamentos possuem nomes com grafia ou som semelhantes. Sempre que receber uma receita de um profissional de saúde certifique-se que a letra está legível.

Em caso de dúvida, pergunte!

Nunca se esqueça que, além dos medicamentos, o tratamento também é composto por mudanças nos hábitos de vida (como alimentação, atividade física, sono, postura corporal, combate do estresse etc.). Pergunte ao profissional que cuida de você quais são elas.

Qualquer informação esquecida, mal compreendida ou incompleta pode interferir de maneira negativa no tratamento. Fique atento! E acompanhe a próxima postagem para saber sobre como vai terminar essa consulta.

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